Entrevistas


Pessoal,

Depois dos problemas de saúde na família… estou de volta… tudo deu certo, graças a Deus…

Bom.. parece que muitos concursos estão acontecendo ou por acontecer… isso é muito bom… 

Fui ver meu e-mail.. dei de cara com as respostas que pedi a um Técnico do TRE.. bom.. .espero que gostem ?

1- Qual a sua formação Acadêmica ? Prefiro não entrar em detalhes sobre minha formação, mas não tem nada haver com a área jurídica.

2- Como foi que você começou a se interessar por concursos públicos ? Quem foi seu maior incentivador ?

Comecei a me interessar por concursos ao perceber a instabilidade do mercado privado. Não agüentava mais ficar preocupado com as constantes listas de demissões ou coisas parecidas. Ganhava até razoavelmente bem, entretanto a preocupação constante com a possibilidade de ficar desempregado estava afetando minha vida. Assistia colegas meus sendo demitidos e antes que chegasse a minha vez tinha dar um pé no patrão. Ter um emprego com muito mais estabilidade para mim era o grande diferencial.

3- Como foi a preparação para se tornar um Técnico do TRE ? Você teve que estudar muito ? Fez algum curso ou estudou em casa ?

Não me preparei especificamente para o TRE, já estava estudando para outros concursos comprando apostilas, baixando material pala Internet e também em cursos preparatórios. Quando saiu o edital estudei Direito Eleitoral por 20 dias e só. Como já tinha uma base forte em Português, Matemática, Direito Constitucional e Administrativo deu tudo certo e na verdade é esse que acredito ser o caminho do sucesso estudar sempre, estar sempre pronto. Começar a estudar quando sai o edital esqueça…….

4- Você já tinha feito outros concursos públicos ? Como se saiu neles ?

Fiz alguns, Gestor Público fiquei entre os primeiros na fase inicial e acabei eliminado na Redação. Passei no Tribunal de Justiça da Bahia e também no Ministério do Planejamento. Também fiz outros sempre tendo uma boa classificação, mas não o suficiente para ser chamado.

5- E passar para o TRE um concurso tão cobiçado hoje em dia, foi a realização de um sonho ? Qual foi sua reação após o resultado ? E o que mudou na sua vida depois disso ?

Como já disse meu sonho era ter um emprego mais estável. Depois aos poucos com menos pressão procuraria cargos melhores dentro da própria Administração Pública. Em virtude disso o grande impacto na minha vida foi ter ocupado o primeiro cargo público os seguintes me deixaram felizes claro, mas agora encaro como uma etapa de melhoramento profissional e salarial, sinceramente agora vejo como uma espécie de promoção.

6- E seu dia-a-dia de trabalho ? A jornada é de quantas horas ? o trabalho é tranquilo ? Qual seu horário de trabalho ?

O dia-a-dia é bastante simples nada complicado. Mas não se iludam com essa “conversa” de que servidor público não trabalha que é uma moleza, não é bem assim. Primeiro depende de onde você esteja lotado, do seu chefe, da época, do seu compromisso como servidor, enfim diversos fatores. Com certeza comparando com uma empresa privada a pressão é menor, entretanto nada perto da tranqüilidade que muitos pensam. A jornada oficial é de 35 horas semanais. De segunda a quinta das 13 as 20 e sexta-feira das 07h30min às 14h30min.

7- Já me falaram que o pessoal no TRE têm algumas vantagens que outras categorias não têm… como receber muitas horas extras no período de eleição… ou trabalhar em um sábado e folgar 3 dias… etc Até que ponto isso é verdade ?

Já foi assim, mas hoje em dia mudou muito. O TSE limita o numero de horas extras pagas, mas caso seja necessário recebemos créditos no Banco de Horas. Extra de segunda a sábado com fator 1,5 e Domingo e Feriados com fator dois. No projeto TRE perto de Você, onde os servidores vão a bairros fazer atendimento aos sábados e domingos, ganhamos cinco dias de folga. Há inscrições voluntárias e posteriormente um sorteio.

8- Na prática, existem muitas diferenças entre o trabalho de um técnico e um analista (nível superior) ? Se existem, quais as principais ?

Não percebo diferença. Todos fazem praticamente a mesma coisa. A verdade é que a maioria das pessoas sequer sabe quem é Técnico ou Analista. Tem Chefe de Cartório, Coordenador, Supervisor que é Técnico. A realidade é que mais de 95% dos Técnicos tem nível superior e mais de 60% tem ou está fazendo alguma pós-graduação.

9- E quanto à possibilidade de crescimento na carreira… vocês têm carreira estruturada ? O Técnico muda de nível e seu salário aumenta anualmente, a cada dois anos ? como funciona ?

Sim, temos uma carreira estruturada e tanto o Técnico como o Analista mudam de nível a cada ano automaticamente tendo também um aumento salarial. A cada cinco anos mudamos de classe e para isto temos que acumular um mínimo de 80 horas de treinamento que sejam compatíveis com as atividades de interesse do Tribunal.

10- É fácil para um Técnico ou Analista ocupar um cargo de chefia ? Como isso funciona ?

Fácil não é, pois não são assim tantos os cargos de Chefia existentes. Os critérios utilizados desconheço, porém como em todo lugar vejo Chefes merecedores de estar onde estão e outros nem tanto.

11- Vamos falar um pouco da remuneração… Você pode nos revelar quanto ganha um Técnico do TRE (em valor bruto) ? E o ticket Alimentação… já me falaram que era de R$ 600,00… é verdade ? E como é composta a remuneração (Gratificação, Auxílios Diversos, etc).

No final deste ano o salário bruto inicial estará em torno de R$ 4580,00 reais já contanto com ticket alimentação que está em R$ 520,00. Além disso, tem o reembolso de assistência médica de aproximadamente R$ 220,00. A remuneração é composta do vencimento + Gratificação de Atividade Judiciária (Fixa) e mais outros pequenos valores também fixos.

12- Quando estive no TRE da Bahia tive a impressão que é tudo muito especializado… cada um têm uma função definida, cada setor só faz sua atividade.. como manutenção, cerimonial, informática..etc… o que chamados de “especialização de funções” nas teorias de Administração… isso procede ?

Procede, cada setor tem suas atribuições bem definidas. Existe a Secretaria Judiciária, de Administração, Tecnologia da Informação, Orçamento e Finanças, Gestão de Pessoas e o Controle Interno e os Cartórios Eleitorais. E dentro de cada uma delas existem subdivisões.

13- Bom… para fechar a entrevista… o que você gostaria de dizer a nossos amigos concurseiros ?

Não desistam vale a pena.

Pessoal,
Hoje é um dia especial… estou iniciando a série de entrevistas no BLOG !
E para começar de uma forma bem especial, tive a felicidade de entrevistar um EPPGG (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental), que além da boa vontade em responder as minhas perguntas, ainda teve todo um cuidado em ser objetivo + detalhando as respostas e também pensando naquilo que ele mesmo gostaria de saber se estivesse fora da carreira (fazendo concursos).
Só tenho a agradecer a esse nosso amigo, que está fazendo a parte dele, nos ajudando. Agora falta você fazer a sua, se ajudar e estudar para passar. Espero que gostem !
1) Qual a sua formação Acadêmica?
Vou passar essa, mas posso dizer que há gente com todo tipo de formação na carreira de EPPGG. A formação, no entanto, só facilita o acesso em função da quantidade de matérias a serem vencidas. Teoricamente, é um assunto a menos para estudar, mas ter um curso superior que não tenha relação com alguma das matérias do concurso não é algo que impeça o acesso à carreira.
2) Como foi que você começou a se interessar por concursos públicos? Quem foi seu maior incentivador?
Eu passei a me interessar pelo serviço público em função das dificuldades para me estabelecer no mercado privado, pois a remuneração não era das melhores. O maior incentivo para passar no concurso foram as contas para pagar no dia-a-dia e a vontade de ter uma remuneração proporcional ao preparo pessoal.   
3) Como foi a preparação para se tornar um EPPGG? Você teve que estudar muito? Fez algum curso ou estudou em casa?
A preparação para o concurso foi árdua. Eu estudava treze horas por dia, cinco no cursinho e as demais em casa, durante 40 dias seguidos. É claro que o preparo anterior já existia e este período foi o imediatamente anterior às provas.
4) Você já tinha feito outros concursos públicos? Como se saiu neles?
Antes do concurso para gestor, eu tinha feito o preparatório para o concurso da Receita Federal durante cinco meses, mas não passei. Durante o ano e meio seguinte, eu foquei na minha carreira de origem, mas acabei optando por tentar novamente um concurso público em função da remuneração baixa, da dificuldade de me firmar no mercado como autônomo, da falta de segurança, e todas aquelas outras vantagens tão citadas.
5) E passar para EPPGG, um cargo tão cobiçado e disputado, foi a realização de um sonho? Qual foi sua reação após o resultado? E o que mudou na sua vida depois disso?
Passar num concurso desses é, antes de mais nada, uma grande vitória pessoal. Você disputa uma vaga com um grande número de profissionais muito bem preparados, em sua maioria pós-graduados. Além disso, foi-se o tempo que as pessoas passavam num concurso sem preparar-se adequadamente. Passar num concurso público hoje significa estar muito bem preparado, pois seus concorrentes estão estudando há, no mínimo, dois anos.
O resultado foi para mim a abertura de novos horizontes e com a expectativa de poder realizar alguns sonhos. Nesse aspecto, acho que o que mudou foi a sensação de segurança, a "certeza" de que o futuro seria menos incerto do que aquele que me aguardava na iniciativa privada.
6) Alguns concurseiros criam muita resistência em fazer concursos para outros estados, principalmente para a região norte do país. O que você poderia nos dizer sobre a mobilidade do servidor público federal? As transferências de estado são uma realidade no seu ponto de vista, ou encontramos muitas dificuldades ?
Acho que a pessoa que presta concurso para aproveitamento em outro Estado tem que ter em mente que isto significa ficar afastado de suas origens por, pelo menos, dois anos. Inclusive, esse tem sido o entendimento de alguns Tribunais, que vêm negando os pedidos de trasferência de volta para a cidade de origem antes de decorrido o prazo legal para a solicitação de transferência e, em algumas carreiras, essa remoção pode ser difícil. Particurlamente, acho que a pessoa deve, em primeiro lugar, se perguntar se tem o desapego necessário para se afastar de amigos e família e, caso tenha certeza disso, encarar a vida nesse novo local como uma oportunidade. Não respeitar essas duas premissas pode transformar a vida futura num tormento diário. Todavia, algumas carreiras apresentam maiores possibilidades de realocação e a carreira de EPPG é uma delas.
7) E quanto à possibilidade de crescimento na carreira… vocês têm carreira estruturada? O EPPGG mude de nível e seu salário aumenta anualmente, a cada dois anos? Como funciona?
Atualmente são quatro classes, sendo as três primeiras de três padrões (níveis) e a última de quatro padrões, num total de treze padrões com uma pequena diferença de remuneração de um para o outro. A mudança de padrão é automática a cada ano, mas a mudança de classe exige a realização de um curso de atualização na ENAP (Escola Nacional de Administração Pública). No entanto, a estrutura da carreira de EPPGG está em discussão novamente e pode haver uma alteração em breve.
8) É fácil para um EPPGG ocupar um cargo DAS em um estado do seu interesse por exemplo? (essa pergunta é importante porque o edital ao mesmo tempo que fala em lotação do EPPGG em Brasília, ele também fala que a critério da Administração ele pode ser lotado em qualquer lugar da federação, é que é um cargo específico de Direção e Assessoramento).
Parece-me que há uma ligeira confusão neste caso. Existem algumas restrições da Secretaria de Gestão para autorizar a transferência de um gestor para outra Unidade da Federação, mesmo que da Administração Direta. O que pode facilitar essa liberação é se a requisição for para assumir um DAS 4 ou superior. O problema é que, normalmente, esses são os cargos mais altos nas unidades regionais, os quais exigem uma indicação política muito forte. De qualquer modo, cada caso é um caso.
9) Vamos falar um pouco da remuneração… Você pode nos revelar quanto ganha um EPPGG (na média e valor bruto)? E como é composta a remuneração (Gratificação, Auxílios Diversos, etc).
Em valores brutos, a remuneração está entre R$ 8.400,00 e R$ 11.700,00. Porém, a remuneração líquida vai depender dos descontos de cada um. A composição é dada parte pelo vencimento básico e parte pela gratificação (numa proporção de 55% para 45%), mais o auxílio alimentação. É um bom salário, levando em conta a remuneração de outras carreiras, mas pode estar muito abaixo do ideal, dependendo do grau de responsabilidade do local de trabalho de cada um.
10) E quanto ao dia-a-dia de trabalho… Como é o trabalho do EPPGG ? (Considerando que o EPPGG faça seu trabalho no órgão central em Brasília na sua função) 
No dia-a-dia, o gestor se deparará com questões que envolvem a gestão pública ou o desenho de políticas públicas. O trabalho de EPPGG será muito gratificante dependendo do perfil de cada um e do local de trabalho escolhido. Existem tarefas nas quais se percebe claramente o resultado dos esforços diários na melhoria das condições de vida do cidadão ou da qualidade dos serviços prestados. Para outras, no entanto, esta relação não será tão clara. Porém, tanto num caso como no outro, não existirá satisfação se o futuro servidor não tiver em mente que ele será um "servidor do povo", buscando, antes de tudo, a satisfação do interesse público e, principalmente, se não se sentir gratificado em buscar isso diariamente.
11) E como é o trabalho dos EPPGG que já assumiram DAS no governo (em outros órgãos)? 
Basicamente, o trabalho é o mesmo em todos os órgãos. Há uma pequena variação somente no caso das tarefas executadas no Nível Central (Brasília), que são mais ligadas ao planejamento das ações, para aquelas realizadas nos Órgãos Regionais, que são mais ligadas à gestão ou à execução.
12) Bom… para fechar a entrevista… o que você gostaria de dizer a nossos amigos concurseiros?
Apesar das dificuldades existentes na maioria dos locais de trabalho (falta de recursos físicos, falta de recursos humanos de qualidade, cultura própria do serviço público, etc.), acho que valhe a pena. Aqueles que optarem pela carreira pública não esperem "glamour" ou facilidades. Muitas serão as chateações e as decepções, mas, ainda assim, se o interessado possuir o perfil apontado acima, que se prepare e boa sorte.

Galera,

Tive uma idéia interessante a algumas semana… Pensei em estar entrevistando funcionários públicos e empregados públicos de diversos escalões para estar disponibilizando informações preciosas para os concurseiros sobre o di-a-dia de trabalho desses profissionais, além de outros aspectos como remuneração, crescimento interno, treinamento, etc…

Fiz alguns contatos e estou com praticamente tudo acertado para algumas entrevistas: Auditor da Receita Federal/ Técnico da Receita Federal/ Técnico do TRT/ Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/ SERPRO/ Banco do Brasil/ Caixa Econômica Federal/ Petrobrás…

Por enquanto é o que tenho praticamente certeza… e acho que vai ser no mínimo, interessante !

Só que preciso da participação de vocês que visitam meu blog… Quero que vocês me digam o que vocês querem que eu pergunte… Na verdade já tenho algumas idéias, como por exemplo: remuneração, condições de trabalho, encarreiramento, transferências, etc… Mas a juda de vocês vai ser muito importante… além de ser uma grande oportunidade de saber algo + específico sobre o cargo….

Bom, qualquer questão pode ser enviada para meu e-mail… waldirh2002@hotmail.com e aproveitem e digam o que acharam da iniciativa ! 

Até a primeira entrevista !